Boletim Focus: mercado eleva projeção de crescimento do PIB e mantém expectativa de inflação alta em 2025
Boletim Focus aponta crescimento maior do PIB em 2025 e mantém projeção de inflação acima da meta. Juros seguem estáveis em 14,75% para o ano.
O mercado financeiro revisou para cima a previsão de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central, a estimativa para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,02% para 2,14%.
O relatório é resultado de uma pesquisa semanal com mais de 100 instituições financeiras. Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB permaneceu em 1,70%.
Inflação segue acima da meta
A projeção para a inflação em 2025 foi mantida em 5,50%, permanecendo acima do teto da meta oficial, que é de 4,5%. Desde o início deste ano, vigora o novo regime de metas contínuas, com centro em 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
A estimativa do mercado para os próximos anos é:
- 2026: inflação em 4,50%;
- 2027: 4%;
- 2028: leve alta, de 3,80% para 3,81%.
Com a inflação fora da meta por seis meses consecutivos, o Banco Central poderá ser obrigado a justificar publicamente os desvios, como ocorreu em janeiro, quando o então presidente Gabriel Galípolo atribuiu o estouro da meta de 2024 à atividade econômica aquecida, valorização do dólar e eventos climáticos extremos.
Juros e câmbio
A taxa básica de juros (Selic) teve projeção mantida em:
- 2025: 14,75% ao ano;
- 2026: 12,50% ao ano;
- 2027: 10,50% ao ano.
Quanto ao câmbio, o mercado revisou levemente para baixo a previsão para o dólar no fim de 2025, que passou de R$ 5,82 para R$ 5,80. Para 2026, a expectativa seguiu em R$ 5,90.
Balança comercial e investimentos
- A estimativa de superávit da balança comercial em 2025 caiu de US$ 75 bilhões para US$ 74,8 bilhões.
- Para 2026, a previsão permaneceu em US$ 78,5 bilhões.
- A entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil deve seguir estável, com previsão de US$ 70 bilhões em 2025 e 2026.
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🔍 Por que isso importa? A inflação elevada afeta diretamente o poder de compra da população, sobretudo a de baixa renda. Mesmo com crescimento econômico, a alta dos preços corrói salários e torna o custo de vida mais pesado.