Favela do Moinho: protesto de moradores paralisa linhas da CPTM em São Paulo
Moradores da Favela do Moinho protestam contra demolições e paralisam quatro linhas da CPTM no centro de São Paulo.
Favela do Moinho: protesto de moradores paralisa linhas da CPTM em São Paulo
Moradores da Favela do Moinho, localizada entre as linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM, no centro de São Paulo, realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira (12). A manifestação foi motivada pelas demolições de casas na região realizadas pela CDHU.
Durante o ato, objetos foram incendiados sobre os trilhos da ferrovia, interrompendo a circulação de trens em quatro linhas: 7-Rubi, 8-Diamante, 10-Turquesa e 13-Jade. Segundo a CPTM, a paralisação começou por volta das 16h10 e durou mais de uma hora.
Demolições e conflito com moradores
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação informou que foram demolidas seis moradias que estavam desocupadas e apresentavam risco estrutural. A ação foi realizada pela CDHU em conjunto com a Subprefeitura Sé e a Defesa Civil.
O governo de São Paulo afirma que a área será transformada em um parque, e que os moradores estão sendo realocados com apoio do Estado. O secretário Marcelo Branco afirmou que parte dos imóveis era utilizada para aluguel irregular e que o conflito se dá com os proprietários dessas unidades.
Impacto no transporte ferroviário
Como consequência do protesto na Favela do Moinho, a circulação de trens foi suspensa entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Luz. A CPTM informou que os passageiros puderam utilizar as linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô como alternativa.
O serviço Expresso Aeroporto também teve seu embarque temporariamente alterado para a Estação da Luz. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou o incêndio nos trilhos.
Remoção de famílias e plano habitacional
A remoção de moradores teve início em 22 de abril. Segundo o governo estadual, 716 das 820 famílias já foram cadastradas e manifestaram interesse em deixar a comunidade. Os moradores recebem um auxílio-aluguel de R$ 800, dividido entre o Estado e a Prefeitura, além de um auxílio-mudança de R$ 2.400 em parcela única.
O vice-governador Felício Ramuth afirmou que o processo busca garantir dignidade às famílias e promover sua liberdade habitacional em outras áreas. Ele acompanhou o início das mudanças ao lado do secretário Marcelo Branco e da Polícia Militar.
Negociação da área e resposta do governo federal
A área onde se encontra a Favela do Moinho pertence à União. Por isso, não há reintegração de posse formal, e sim um processo de realocação. O governo de São Paulo solicitou a cessão do terreno para a criação de um parque urbano no local.
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A Secretaria do Patrimônio da União confirmou o pedido, mas condicionou a cessão à apresentação de informações completas sobre os locais de reassentamento e prazos para entrega das novas moradias. O plano da CDHU ainda precisa de complementações para avançar.